Google ameaça sair da China

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Google ameaça sair da China

Mensagem  Alberth em 14.01.10 5:55

O Google iniciou uma crise política entre EUA e China na noite da última terça-feira depois que anunciar em seu blog oficial que está cogitando a abandonar suas operações no país oriental por conta de possíveis ataques cibernéticos “sofisticados e coordenados” feitos contra contas do Gmail de ativistas dos direitos humanos no país.

Sem mencionar o governo local, a gigante da web afirma que iniciou suas investigações em dezembro, depois que duas contas tiveram seus dados acessados por um “grupo hacker”, e identificou que “dezenas” de outros defensores dos direitos humanos na China, EUA e Europa estavam tendo seus dados monitorados por terceiros: “essas contas não estavam sendo acessadas por brechas de segurança, mas sim por causa de malwares instalados nas máquinas dos usuários”, completa o texto.

“Esses ataques, combinados com as tentativas ao longo do ano passado em limitar a liberdade de expressão na web, nos levam a concluir que devemos refletir a respeito da viabilidade de nossas operações e negócios na China. Decidimos que não estamos mais dispostos a continuar a censurar nossos resultados no Google.cn e assim, ao longo das próximas semanas, discutiremos com o governo local quais são as possibilidades de oferecermos resultados não-filtrados e dentro da lei. Nós reconhecemos que isso potencialmente pode significar o final das operações do Google.cn e de nossos escritórios no país”, afirma o post, escrito por David Drummond, chefe jurídico da gigante da web.

Diante da tradicional intransigência do governo em relação ao assunto, analistas políticos apontam que a saída do Google do mercado local seja “iminente”, o que fez suas ações caírem 2% no mercado internacional.

Em atividade no país desde 2006, por muitas vezes o Google foi criticado por defensores da liberdade na web por sua convivência pacífica com a censura imposta a qualquer conteúdo potencialmente negativo ao governo local, em que qualquer resultado indexado por sites de buscas precisa ser aprovado pelo Departamento de Informação e Propaganda antes de ser disponibilizado ao público.

A agência de notícias Reuters reporta que logo depois do comunicado o Google.cn começou a exibir resultados anteriormente bloqueados, como, por exemplo, as fotos do massacre na Praça da Paz Celestial em 1989. De Honolulu, Hillary Clinton, secretária de Estado do governo norte-americano afirmou que o caso “levanta preocupação e perguntas” e diz esperar que líderes do governo chinês se pronunciem sobre o caso.

Reação chinesa

A rede de notícias BBC diz que em seu blog oficial o chefe de desenvolvimento do Baidu, sistema que atualmente detém cerca de 60% das buscas chinesas (e que chegou a ficar fora do ar por algumas horas no começo dessa semana por conta de um ataque) afirma que a decisão do Google foi estimulada sobretudo por seu fracasso em dominar o mercado no país: “O que o Google diz me deixa doente. Se eles querem desistir por interesses econômicos, então que o digam”, escreveu.

Com 340 milhões de navegantes, o mercado de buscas na China movimentou US$ 1 bilhão (R$ 1,75 bilhões) em 2009, sendo que deste montante US$ 600 milhões (R$ 1 bilhão) foram diretamente para os bolsos da companhia norte-americana, que tem apenas 31% do mercado por lá.

Fonte: http://tecnoblog.net/post/google-ameaca-sair-da-china.htm

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Yahoo apoia decisão do Google, mas não deixa a China

Mensagem  Alberth em 14.01.10 6:09

Segundo informações do Wall Street Journal, o Yahoo! declarou nesta quinta-feira que a empresa está "de acordo" com a posição do Google em condenar os ataques cibernéticos sofridos em suas instalações na China, o que resultou em roubo de propriedade intelectual e acesso indevido a contas do Gmail.

"Nós condenamos qualquer tentativa de se infiltrar em redes da empresa para obter informações do usuário", disse um porta-voz do Yahoo! em um comunicado para a imprensa. "Estamos alinhados que estes tipos de ataques são profundamente perturbadores e são fortemente uma violação da privacidade do usuário, algo que nós, como pioneiros da internet, devemos nos opor."

Entretanto, o executivo limitou qualquer comentário sobre a possibilidade do Yahoo! também ter sido alvo dos ataques. Em declaração, a empresa informou que "geralmente não divulga" qualquer informação sobre cyber-ataques, mas que leva a segurança de seus usuários a sério. A empresa também negou qualquer solidariedade com o Google na hipótese de vender sua participação no Alibaba.

Por outro lado, a Adobe Systems anunciou ter sofrido uma onda de ataques similares aos incidentes reportados pelo Google. Os ataques também teriam sido provenientes da China mas aparentemente não resultaram em roubo de informações.



Fonte: http://googlediscovery.com/2010/01/13/yahoo-apoia-decisao-do-google-mas-nao-deixara-a-china/

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